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Alexandre de Moraes vai presidir comissão sobre ataque hacker ao TSE

Por Welinton Barros em 20/11/2020 às 07:12:10

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira, 19, a criação de uma Comissão de Segurança Cibernética para acompanhar a investigação da Polícia Federal sobre ataques virtuais sofridos pelo órgão no dia do primeiro turno das eleições deste ano, bem como outras ações coordenadas por parte de grupos criminosos para tentar deslegitimar o processo eleitoral. O ministro Alexandre de Moraes irá presidir a comissão que também vai elaborar estudos sobre ações de prevenção e enfrentamento de crimes feitos pelos hackers. Segundo o TSE, as tentativas criminosas dos hackers não têm relação com o atraso de 2h30 na divulgação dos resultados da votação, mas podem ter ocasionado instabilidades no aplicativo e-título e no sistema de processo judicial eletrônico.

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Sobre as investigações, análise da Polícia Federal em conjunto com o Tribunal apontou que o suposto ataque hacker foi maior que o divulgado primariamente. A invasão teria ocorrido no sistema administrativo dos servidores do tribunal, ainda este ano, e não teria ligação com o processo eleitoral. Há suspeita de que o ataque tenha acontecido antes de 1º de setembro, pois o material só mostra informações dos arquivos do TSE até esta data. Tais dados pessoais dos servidores do tribunal foram divulgados na internet no domingo, 15, dia das eleições municipais. No mesmo dia, houve outra tentativa de ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral, que acabou neutralizada. Segundo o órgão, foram múltiplos acessos vindos do Brasil, Nova Zelândia e Estados Unidos. A Polícia Federal identificou que a origem do ataque foi em Portugal e, segundo o TSE, nada afeta a votação, pois as urnas eletrônicas não são ligadas à internet.

*Com informações do repórter Fernando Martins

Fonte: JP

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